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Poemas De Amor De Vinicius De Morais

"De tudo ao meu amor serei atento.Antes e,com tal zelo, e sempre,e tanto que nem mesmo em face do amor. encanto dele se encante mais meu pensamento."

Vinícius de Morais

"Eu Sei Que Vou Te Amar Eu sei que vou te amar Por toda a minha vida eu vou te amar Em cada despedida eu vou te amar Desesperadamente, eu sei que vou te amar E cada verso meu será Prá te dizer que eu sei que vou te amar Por toda minha vida Eu sei que vou chorar A cada ausência tua eu vou chorar Mas cada volta tua há de apagar O que esta ausência tua me causou Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver A espera de viver ao lado teu Por toda a minha vida" O Nosso Amor Parou Aqui ???????

Vinícius de Moraes

"Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro ? seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada ? para viver um grande amor."

Vinícius de Moraes

"Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure...

Vinícius de Moraes

"São demais os perigos desta vida. Para quem tem paixão, principalmente."

Vinícius de Moraes

"São demais os perigos desta vida Pra quem tem paixão principalmente Quando uma lua chega de repente E se deixa no céu, como esquecida E se ao luar que atua desvairado Vem se unir uma música qualquer Aí então é preciso ter cuidado Porque deve andar perto uma mulher..."

Vinícius de Moraes

''Ah, quem me dera. Ir-me contigo agora a um horizonte firme, comum. Embora amar-te. Ah, quem me dera amar-te sem mais ciúmes. De alguém em algum lugar que nem presumes.. ''

Vinícius de Moraes

A Felicidade Tristeza não tem fim Felicidade sim A felicidade é como a pluma Que o vento vai levando pelo ar Voa tão leve Mas tem a vida breve Precisa que haja vento sem parar A felicidade do pobre parece A grande ilusão do carnaval A gente trabalha o ano inteiro Por um momento de sonho Pra fazer a fantasia De rei ou de pirata ou jardineira Pra tudo se acabar na quarta-feira Tristeza não tem fim Felicidade sim A felicidade é como a gota De orvalho numa pétala de flor Brilha tranqüila Depois de leve oscila E cai como uma lágrima de amor A felicidade é uma coisa boa E tão delicada também Tem flores e amores De todas as cores Tem ninhos de passarinhos Tudo de bom ela tem E é por ela ser assim tão delicada Que eu trato dela sempre muito bem Tristeza não tem fim Felicidade sim A minha felicidade está sonhando Nos olhos da minha namorada É como esta noite, passando, passando Em busca da madrugada Falem baixo, por favor Pra que ela acorde alegre com o dia Oferecendo beijos de amor

Vinícius de Moraes

A INSENSATEZ Ah, insensatez que você fez Coração mais sem cuidado Fez chorar de dor o seu amor Um amor tão delicado Ah, por que você foi fraco assim Assim tão desalmado Ah, meu coração, quem nunca amou Não merece ser amado Vai, meu coração, ouve a razão Usa só sinceridade Quem semeia vento, diz a razão Colhe sempre tempestade Vai, meu coração, pede perdão Perdão apaixonado Vai, porque quem não pede perdão Não é nunca perdoado

Vinicius De Moraes E Antonio Carlos Jobim

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinícius de Moraes

Ai de quem ama Quanta tristeza Há nesta vida Só incerteza Só despedida Amar é triste O que é que existe? O amor Ama, canta Sofre tanta Tanta saudade Do seu carinho Quanta saudade Amar sozinho Ai de quem ama Vive dizendo Adeus, adeus

Vinícius de Moraes

Ai, quem me dera Ai quem me dera, terminasse a espera E retornasse o canto simples e sem fim... E ouvindo o canto se chorasse tanto Que do mundo o pranto se estancasse enfim Ai quem me dera percorrer estrelas Ter nascido anjo e ver brotar a flor Ai quem me dera uma manhã feliz Ai quem me dera uma estação de amor Ah! Se as pessoas se tornassem boas E cantassem loas e tivessem paz E pelas ruas se abraçassem nuas E duas a duas fossem ser casais Ai quem me dera ao som de madrigais Ver todo mundo para sempre afins E a liberdade nunca ser demais E não haver mais solidão ruim Ai quem me dera ouvir o nunca mais Dizer que a vida vai ser sempre assim E finda a espera ouvir na primavera Alguem chamar por mim...

Vinícius de Moraes

Amo-te tanto, meu amor...não cante O humano coração com mais verdade... Amo-te como amigo e como amante Nunca, sempre diversa realidade. Amo-te afim, de um calmo amor prestante, E te amo além, presente na saudade. Amo-te, enfim, com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. Amo-te como um bicho, simplesmente De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. E de amar assim muito amiúde É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinícius de Moraes

Amo-te tanto,meu amor...não cante O humano coração com mais verdade... Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. Amo-te afim,de um calmo amor prestante E te amo além,presente na saudade Amo-te enfim com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. Amo-te como um bicho,simplesmente De um amor sem mistério e sem virtudes Com um desejo maciço e permanente. E de ter amar assim,muitoe amiúde É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinícius de Morais

Amor em paz Eu amei Eu amei, ai de mim, muito mais Do que devia amar E chorei Ao sentir que iria sofrer E me desesperar Foi então Que da minha infinita tristeza Aconteceu você Encontrei em você a razão de viver E de amar em paz E não sofrer mais Nunca mais Porque o amor é a coisa mais triste Quando se desfaz

Vinícius de Moraes

Amor Vamos brincar, amor? vamos jogar peteca Vamos atrapalhar os outros, amor, vamos sair correndo Vamos subir no elevador, vamos sofrer calmamente e sem precipitação? Vamos sofrer, amor? males da alma, perigos Dores de má fama íntimas como as chagas de Cristo Vamos, amor? vamos tomar porre de absinto Vamos tomar porre de coisa bem esquisita, vamos Fingir que hoje é domingo, vamos ver O afogado na praia, vamos correr atrás do batalhão? Vamos, amor, tomar thé na Cavé com madame de Sevignée Vamos roubar laranja, falar nome, vamos inventar Vamos criar beijo novo, carinho novo, vamos visitar N. S. do Parto? Vamos, amor? vamos nos persuadir imensamente dos acontecimentos Vamos fazer neném dormir, botar ele no urinol Vamos, amor? Porque excessivamente grave é a Vida. in Poesia completa e prosa: "Poesias coligidas"

Vinícius de Moraes

APELO Ah, Meu amor não vá embora, Vê a vida como chora, Vê que triste esta canção. Não, eu te peço não te ausentes Pois a dor que agora sentes, Só se esquece no perdão. Ah, minha amada me perdoa, Pois embora ainda doa A tristeza que causei. Eu te suplico não destruas Tantas coisas que são tuas, Por um mal que eu já paguei... Ah, minha amada se soubesses Da tristeza que há nas preces Que a chorar te faço eu, Se tu soubesses num momento Como arrependimento Como tudo entristeceu. Se tu soubesses como é triste Em saber que tu partiste Sem sequer dizer adeus... Ah, meu amor tu voltarias E de novo cairias A chorar nos braços meus

Vinicius de Moraes Baden Powell

Ausência Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz Não te quero ter porque em meu ser está tudo terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados.

Vinícius de Moraes

Ausência Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz Não te quero ter porque em meu ser está tudo terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado. Eu deixarei ... tu irás e encostarás a tua face em outra face Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite Porque eu encostei a minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Moraes

Ausência Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces. Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto. No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz. Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada. Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face. Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada. Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço. E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos. Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas. Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Moraes